Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades – Criança na Plateia

Começa nesta quarta-feira, dia 30 de outubro, e vai até domingo, dia 03 de novembro, a décima edição do Festival Pequeno Grande Encontro de Teatro para Crianças de Todas as Idades. É de graça.

O evento é uma iniciativa da Cia do Abração, através do Ministério da Cidadania, e além de promover uma reflexão sobre o teatro para crianças, apresenta diversos espetáculos de diferentes companhias em sessões gratuitas.

Esta edição vai ocupar o Teatro José Maria Santos. A programação você confere abaixo, e claro, coloca criança na plateia!

02 de novembro 16h: Rock para Pequenos: Quando as luzes começam a surgir no palco, o cenário é de um espetáculo de rock: uma bateria, muitos fios pelo chão e um guitarra gigante. Aos poucos os atores vão entrando e começam a fazer som utilizando as mãos e o corpo. É The Wall, de Pink Floyd. A história gira em torno de Joca, um menino que sonha em ser um rock star toda vez que brinca com sua banda de brinquedos. Como num passe de mágicas a banda ganha vida pela imaginação dele e novamente como mágica ele cresce, fica adulto e esquece que foi criança. E é aí que entram os astros do rock que conhecemos em leituras pra lá de divertidas. Elvis é o seu empresário; Janis é uma contadora de histórias; Ringo o baterista; Joan surge como amiga e o destaque é para o show que ela dá porque ela realmente traz Joan Jett para dentro do teatro cantando I Love Rock´n Roll. Para completar, Fred Mercury é sua fada madrinha. E todos tem um único objetivo fazer com o que o Joca perceba que a imaginação é combustível da vida e também do rock´n´roll.

03 de novembro 16h: Branca de Neve – A Nossa História: O Espetáculo é uma criação de Pedro Ochôa que também assina a Direção a partir do original dos Irmãos Grimm.  O espetáculo foi estruturado em estudos e pesquisas fundamentadas na cultura popular brasileira, tomando como referência o conto de Câmara Cascudo “A Menina Que Foi Enterrada Viva’’, e estudos da psicologia sobre o complexo de Branca De Neve.  Nossa dramaturgia critica e aponta afirmações machistas no clássico, e, que na contemporaneidade de uma obra teatral, em nossa opinião, tem a obrigação de contextualizar e chamar a atenção para a atualidade, onde lutamos contra a discriminação e preconceitos. A nossa história é o caminho tomado por quatro palhaços que propõe contar o clássico infantil, mas três dos quatro palhaços  discordam do clássico original para a atualidade, então propõe mudanças na encenação que não seguem a mesma história do livro original, utilizando músicas e personagens da nossa cultura popular brasileira,  assumem como protagonistas da história Maria Bonita e Zé Belo, escolhidos pelos palhaços, ao invés de Branca de Neve e o Príncipe, assim como outros personagens,  a madrasta, por exemplo, e a perseguição famigerada a menina, movido pela inveja é assumida por outro personagem da cultura popular, inspirado em Câmara Cascudo.  Os anões são substituídos, pelos palhaços levando e consideração a síndrome de Branca de Neve, e quem assume é o Gigante Do Fundo Do Poço, que contribui para trazer à tona elementos da cultura popular por meio e cantigas e brincadeiras.

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