História para inspirar neste Dia do Amigo em tempo de pandemia – Criança na Plateia

Os laços de amizade criados há mais de 10 anos no colégio mantêm Mateus Fagundes e Paulo Guilherme Giffhorn amigos até os dias de hoje. Paulo cursa Direito e Mateus Engenharia Civil, mas a separação no Ensino Superior não abalou o alicerce da amizade que desenvolveram na infância.

“Toda vez que nos vemos é como se nunca tivéssemos passado sequer um dia longe do outro; com certeza ele é o meu irmão de outra mãe. Para quem nos conheceu no colégio, Paulo é sinônimo de Mateus e Mateus de Paulo” afirma Paulo Guilherme. Os dois se conheceram em 2010, quando Paulo entrou no Colégio Positivo.

Desde o início, a amizade dos dois foi marcada por inúmeras conquistas. Eles participaram juntos de diversos jogos de Futsal – dos quais venceram oito campeonatos; fizeram parte do projeto “Mini Teatro” – desenvolvido pela equipe de Matemática, além do histórico invicto de primeiros lugares, na Mostra de Ciências do colégio.

“Antes mesmo de começarmos o desenvolvimento dos projetos, fazíamos um “pacto” de comprometimento, para não deixar a peteca cair e darmos o nosso melhor”, conta Paulo Guilherme. Em 2016, eles desenvolveram um sistema de aquecimento inteligente capaz de evitar que aquela água inicial do chuveiro de aquecimento a gás, bastante fria, não tivesse a única função de ir para o ralo. O projeto venceu não apenas a feira de ciências do colégio, mas foi selecionado para ser apresentado na maior feira de ciências do Brasil, em São Paulo e, de lá, foram convidados a participar do III Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras (SIPPI), em Curitiba (PR), onde prestaram um relato das experiência vividas no colégio.

Opinião

Escolas fechadas, aulas remotas. As instituições de ensino parecem ter resolvido o problema das crianças e adolescentes com a tecnologia, certo? Errado. Segundo o diretor do Colégio Positivo, Celso Hartmann, a escola não se resume às aulas ou ao conteúdo. “O ambiente escolar é muito mais que isso. É um espaço que simula a realidade da convivência em sociedade, estimula a prática da cidadania e proporciona a criação de laços de amizade que duram para sempre”, enfatiza. E nisso todos devemos concordar!

Uma pesquisa informal realizada on-line com cerca de 20 mil estudantes da rede de ensino sinalizou que o que eles mais sentem falta neste período de pandemia é do contato com os amigos.

Foi o que disse a estudante Valentina Binotto de Souza, de 10 anos, do Colégio Positivo – Master, de Ponta Grossa (PR). “Estou com muitas saudades das professoras, das auxiliares, das professoras que cuidam do pátio e dos amigos, que fazem muita falta. Quando nos reencontrarmos, vamos precisar de um abraço muito forte. E também temos que agradecer porque temos a internet para nos comunicarmos, pois tem gente que não tem nem isso para falar com os amigos”, ressalta. “Tenho fé que essa pandemia vai acabar logo e a gente vai se reencontrar logo, logo”, finaliza.

E como fica?

Quem encontrou um jeitinho de burlar a saudade na pandemia foi a estudante Giulia Victória Mazzola Schroh, de 11 anos, aluna do sexto ano na unidade Ambiental/Bilíngue. Acostumada a interagir com os amigos da escola diariamente na sala de aula, no pátio e, também, encontros fora do ambiente escolar, ela pensou que apenas se encontrar nas salas de estudo remoto seriam suficientes. Mas também não. Foi que surgiu a ideia de se reunir com as amigas através do aplicativo zoom. A adesão foi imediata. E a cada encontro acontece uma brincadeira diferente, uma descoberta diferente. “Nos reunimos uma vez por semana, sexta ou sábado, e em cada encontro uma menina é a mediadora da sala, e tem sido muito legal porque é um jeito de matarmos as saudades”.

Jogos online

Outra forma também digital que os alunos têm encontrado para se encontrar é em jogos eletrônicos. Vicenzo Borges, de 12 anos, aluno do sétimo ano na unidade Jardim Ambiental, conta que durante a semana se encontra com os amigos no jogo Fortnite ou Minecraft. “É legal brincar assim, porque ficamos longe, mas perto. Não é a mesma coisa, mas estamos próximos, né”, conta ele.

 

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